1. categorias

  2. conheça
    nosso
    canal no
  3. conheça
    nosso
    sommelier
  4. curta
    nosso

    siga
    nosso


      

Muito comum ouvir dos amigos bebedores de vinho o seguinte: - “Ah! Outro dia abri uma

garrafa e me deparei com uma rolha sintética??!!” ou então: - “ah! E a minha, além de

sintética era cor de laranja! Ou ainda: “Quando vejo que o vinho não tem rolha (vinhos com

tampa de rosca) eu nem compro!!”

 

Calma gente, o problema nem é tão grave assim! Afinal, o vinho existe há 7000 anos a.C e a

rolha de cortiça surgiu somente no século XVII, ou seja, ele se virou muito bem enquanto

solteiro, até o dia em que se casou com a rolha! Mas, nos dias atuais o vinho andou “pulando a

cerca” e conhecendo outras maneiras de mantê-lo fechado. No entanto, será que essa relação

está fadada ao insucesso? Vejamos:

 

Existem vantagens e desvantagens nos três tipos de vedação encontradas no mercado de hoje,

quais sejam: a rolha tradicional de cortiça, a rolha sintética e a tampa de rosca de alumínio,

chamada de “screwcap”.

 

A ROLHA TRADICIONAL: A cortiça é retirada da casca do sobreiro, uma árvore espécie do

carvalho. Pois bem. Um sobreiro demora de 25 a 30 anos para dar sua nova safra. Após esse

período, a cada 10 anos, sua casca pode ser pelada novamente, isto é, trata-se de um ciclo

natural que alguns especialistas dizem não acompanhar o volume de vinho produzido, uma vez

que Portugal é um dos poucos países que fornecem rolhas de cortiça para o mundo todo. Eu

discordo, pois acho que tem cortiça pra dar e vender, mas sabe-se lá né!

 

Além disso, um dos defeitos que podem aparecer no vinho é proveniente da rolha de cortiça,

pois ela é dotada por um composto conhecido como TCA, que, quando ataca o vinho, dá um

gosto de mofo insuportável, chamado no popular de “bouchoné”.

 

A ROLHA SINTÉTICA: entraram no mercado na década de 90 e têm algumas vantagens sobre a

cortiça, tais como, o custo é mais barato, é industrializada, permite que o vinho seja

armazenado em pé e não deitado, porque, abrindo parênteses aqui, o vinho só deve ser

guardado deitado em virtude da rolha de cortiça, pois quando em contato com o vinho, ela se

dilata e impede a entrada de oxigênio, mantendo apenas uma micro oxigenação. E voltando, a

principal vantagem é que não transmite a doença da rolha.

 

No entanto, entre as desvantagens, alguns dizem que passa um gosto de plástico para a bebida

se guardado por muito tempo e, com isso, não servem para vinhos de guarda. Além disso, os

tradicionalistas torcem o nariz para esse tipo de rolha que, inclusive, podem ser coloridas,

como cor de laranja, verde limão, amarela, entre outras!! Eis o mundo “restart” do vinho.

 

A TAMPA DE ROSCA ou SCREW CAP: Também é de baixo custo, dispensa o uso de saca-rolhas,

bom para aqueles que ainda colocam a garrafa no meio das pernas para abri-la, também são

livres do “bouchoné” e podem ser guardados em pé. Está sendo muito utilizada no novo

mundo, principalmente na Austrália e Nova Zelândia.

 

EM SUMA: O tema ainda “vai dar pano pra manga” e só o tempo vai dizer qual será o futuro da

vedação das garrafas de vinho. Eu sou da escola tradicionalista. Gosto de desarrolhar a garrafa

e sinceramente acho muito difícil a cortiça não acompanhar a produção dos vinhos. Mas o fato

é que, com rolha de cortiça, sintética colorida ou mesmo sem rolha, o negócio é esperar

sentado, em boa companhia, bebendo um bom vinho não é mesmo! Viva!

POSTS
RELACIONADOS
As taças adequadas...e o Vampeta vacilou!
12 de junho de 2015
Vinhos no churrasco... vai?
09 de junho de 2015