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Muita gente acha que o mundo do vinho é “esnobe”, principalmente em virtude da forma com
que as pessoas descrevem a bebida na taça, utilizando palavras que costumam afastar aqueles
que estão iniciando neste meio. Calma! Realmente existem algumas expressões que são
características, mas no geral são mais simples do que você possa imaginar. Vejamos alguns
exemplos de A a Z:
ACIDEZ – Verifica-se a acidez quando a boca saliva depois que você ingeriu a bebida. Lembram-
se daqueles chicletes azedinhos? Então, a sensação é quase igual. Um vinho sem acidez fica
um pouco enjoativo. Todo vinho precisa de uma certa acidez.
ADSTRINGENTE – vinho mais áspero que amarra a boca como o caju ou banana verde.
Normalmente causada pelo tanino. Tanino? Olha aí, o que é esse “raio” de tanino? Calma,
vamos seguir o abecedário.
ALCÓOLICO – Ora, quando o álcool se sobressai e deixa o vinho um pouco forte.
BRILHANTE – não é sinonimo de excelente, mas um vinho límpido na sua aparência.
BUQUÊ – uma complexidade de aromas, normalmente aparece em vinhos mais estruturados.
CARÁTER – personalidade, estrutura, perfil.
CORPO – é a estrutura do vinho na boca. Costumo usar de exemplo o leite, pois é fácil de
perceber a diferença entre um desnatado e um integral. No vinho a mesma coisa, os mais
encorpados são mais densos, enquanto os mais leves são bem mais fracos e ligeiros. Não que
isso comprometa a qualidade.
ELEGANTE – um vinho distinto, equilibrado, bem elaborado, fácil de beber.
ENGAÇO – aquele “miolinho” entre a uva e o caule do cacho da uva.
FECHADO – um vinho que ainda precisa evoluir para demonstrar suas características.
FINO – No Brasil é o termo utilizado para os vinhos elaborados com uvas viníferas.
FORTIFICADO – vinho que tem adição de aguardente vínica para interromper a fermentação e
aumentar a graduação alcoólica. O melhor exemplo é o vinho do Porto.
FOXADO – vinho que tem características de uvas não viníferas. São os vinhos suaves, feitos
com uvas de mesa, vinhos de garrafão.
FRUTADO – característica de vinhos jovens, sem envelhecimento na madeira, que lembram
aromas de frutas.
HERBÁCEO – que evocam ervas, muito característicos de algumas uvas, como por exemplo, a
carmenere e a a pinotage.
LEVEDURA – fermento que transforma o açúcar do mosto da uva em álcool. Lembrem-se que o
aroma de levedura no champagne é característico. Já no vinho tinto pode ser um defeito.
LONGO – que deixa os aromas e gosto do vinho na boca por um bom tempo.
MADEIRADO – vinhos que envelheceram em barris de carvalho que, normalmente lembram
aromas de baunilha, chocolate e coco.
OXIDADO – o vinho que passou do ponto, trilhando para um futuro vinagre.
RETROGOSTO – a sensação que o vinho deixa na boca depois que foi ingerido.
SULFUROSO – a grande maioria dos vinhos tem anidrido sulfuroso, mas isso não deve aparecer
no vinho, vez que traz um aroma desagradável, como o de enxofre.
TANINO – olha ele aí!! Nada mais é do que um elemento existente no engaço, na casca, nas
sementes da uva e na madeira. Normalmente sobressai nos vinhos novos, uma vez que,
enquanto o vinho envelhece, os taninos vão evoluindo e ficando bem mais elegantes e
tranquilos.
VIOLÁCEO – característica de cor nos vinhos tintos.
Viram... não é nenhum bicho estranho. O vinho é como a vida, simples, mas infelizmente tem
gente que complica! Ih.. Esqueci de uma palavra com “Z”... hum... ZZZZ... ZAÚDE!